quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Férias & Mangá


Bom, plena quinta feira eu aqui parado e pensando no próximo gole, ou melhor, na próxima desvirtuada, ainda mais que neste mesmo momento um amigo (junkie tb) me fala sobre uma garrafa de tequila "José Cuervo" que está a camninho da cidade do diabo. Mas desvirtuar somente não é o maior interesse, e sim as companias agradáveis que na maior parte do tempo trazem em suas algibeiras aquele senso de humor bem adequado e também os papos malucos depois de algumas doses de algum líquido que tenha um -OH em sua composição (lembra do papo do google mano?). Mas isso são "apenas" desejos e proposições e enquanto isso não rola, relembremos alguns fatos. As tão esperadas férias são assim, sem compromissos, dormidas longas até o momento em que o quarto fica insuportável devido ao sol intenso de verão que bate à janela. E se as férias vêm acompanhadas de uma certeza que sua missão acadêmica já encerrou e que agora é só esperar pra ser mais um, então temos Férias e não férias. Foi num dia desses que uma jornada de quase 30 horas etílicas se iniciou. Pra começar a noite de sexta feira uma lanchonete meia boca, daquelas que tem um monte de pivete iniciando suas trjetórias na vida, muitos deles serão advogados, outros médicos, hipies, andarilhos, defuntos e por ai vai. Tudo começa com a primeira cerva e uma fichinha de bilhar (ha quem diga que é sinuca), mata uma bola ali, a outra no meio, toma um gole, leva um "espeto" da uma risada e pimba lá se foi uma caixa de cerveja e pelo menos duas dezenas de fichas. O que tinha começado às 20 hrs às 3:30 hrs se despede, então é hora de rumar para o ponto de venda de bebidas que não fecha os olhos. Foi de lá que saimos com aquele vīnum e sentamos na esquina da rua comercial da cidade onde o capa verde se esconde. Por lá ficamos até dar a hora do nosso amigo, que acha que é desenho animado japones, chegar da capital. A bola chegou, e voltamos para o recinto sonâmbulo de onde saímos com mais suco-de-uva-OH e caminhamos até a CaSa do ilustre visitante. O sol da manhã brilhava, e algumas vezes tive que escapar de golpes mortais conhecidos apenas pelos maiores guerreiros japoneses. O sol estava quente, quente mesmo, o que tornava obviamente relevante um banho de piscina. Para acompanhar o sol, a água gelada, nada melhor que mais um pouco de cevada-OH. Nosso amigo "japonês" já estava começando a falar mandarim e isso já passava das 13 hrs. Foi mais ou menos nessa hora que o outro junkie tb chegava da capital (agora de outro estado) e fomos todos pro bar do nosso amigo que sempre pronuncia a mesma frase "Na horaaaaa!". Lá ficamos até o manto negro da noite começar a cair sobre a cabeça do nosso amigo oriental que já a essa altura estava dormindo com o um fio de baba pendurado pela sua boca, que ia de encontro a uma poça do mesmo composto gosmento acumulado sobre sua "pequena" barriguinha. O que fazer a essa altura, era o que alguns perguntavam, a situação mostrava-nos que era necessário levar o bravo guerreiro para descansar. Do caminho ele mal lembra, mas eu lembro de tudo e lembro até mesmo que em sua fortaleza havia bastante cerveja ainda, e por isso, abatido mas não derrotado lá fiquei até que a ultima lata se abrisse.
Depois de tudo isso eu peguei mais uma... mais uma porra nenhuma, peguei o rumo de casa porque a esse momento tudo para o que eu olhava se transformava em cama, já etava começando a acreditar que era uma medusa dos tempos modernos.